Página de arquivo 2

O Corpo das Mulheres

“O CORPO DAS MULHERES é o título do nosso documentário de 25 minutos sobre o uso do corpo da mulher na televisão. Partimos de uma urgência.
A constatação que as mulheres, as mulheres reais, estejam desaparecendo da televisão e estejam sendo substituídas por uma representação grotesca, vulgar e humilhante. A perda nos pareceu enorme: o cancelamento da identidade das mulheres está acontecendo sob o olhar de todos, mas sem que haja uma resposta adequada, até mesmo pelas mulheres. A partir daqui, se abriu caminho para a idéia de selecionar as imagens da televisão, que tivessem em comum o uso manipulador do corpo das mulheres, para contar o que está acontecendo não só a quem nunca assiste a televisão, mas especialmente a quem a assiste mas “não vê”. O objetivo é nos perguntar e questionar as razões para esta supressão, um verdadeiro “massacre”, do qual somos todos espectadores silenciosos. Em particular, o trabalho colocou uma ênfase especial sobre o cancelamento dos rostos adultos da TV, o uso da cirurgia estética para apagar qualquer sinal da passagem do tempo e as consequências sociais desta remoção.”

Para ver o documentário, clique AQUI.

Fica a dica!

 

Já repararam que essas “revistas para mulheres” sempre falam das mesmas coisas: sexo, dietas, “beleza” (cabelo, maquiagem, cirurgia plástica), moda e horóscopo? Como se todas nós mulheres fôssemos ninfomaníacas, anoréxicas, narcisistas e consumistas. Eis a prova: duvido que não achem pelo menos dois desses temas em cada uma das capas abaixo.

Difícil né?

 

Desejos


. ler tudo que vejo, mesmo sem tempo
. escrever páginas intermináveis, mesmo sem coragem
. poder ouvir o barulho da chuva que cai lá fora e não pensar em nada
. dormir sem se preocupar com o despertador amanhã cedo
. sonhar como se tudo fosse se realizar

(Imagem: retirada daqui: http://vmulher5.vila.to/interacao/original/428352/se-eu-nao-pudesse-escrever-428352-56346.jpg)

Tempos Modernos

Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague (…)

Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir
Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir
E pelo grito demente que nos ajuda a fugir
Deus lhe pague

Chico Buarque- Deus lhe pague

De tempos em tempos eu me pego pensando sobre o porquê das coisas. Por que estudamos e trabalhamos tanto? Olho pelas ruas e vejo intermináveis engarrafamentos, pessoas correndo de um lado para o outro, sem tempo para si mesmas e para as pessoas que amam. Acho que depois da morte do professor eu me pus mais a refletir sobre isso.

Em 1848 Karl Marx e Friedrich Engels publicaram o tão famoso Manifesto do Partido Comunista. Longe de ser apenas um tratado sobre o sistema de produção que derrubaria o capitalismo, o Manifesto descreve fielmente a realidade do trabalhador pós-Revolução Industrial. O curioso é que, após exatos 162 anos de sua publicação, pouca coisa mudou:

Com o desenvolvimento da burguesia, isto é, do capital, desenvolve-se também o proletariado, a classe dos operários modernos, que só podem viver se encontrarem trabalho e que só o encontram na medida em que este aumenta o capital. Esses operários, constrangidos a vender-se diariamente, são mercadoria, artigo de comércio como qualquer outro; em conseqüência, estão sujeitos a todas as vicissitudes da concorrência, a todas as flutuações do mercado.

O crescente emprego de máquinas e a divisão do trabalho, despojando o trabalho do operário de seu caráter autônomo, tiraram-lhe todo atrativo. O produtor passa a um simples apêndice da máquina e só se requer dele a operação mais simples, mais monótona; mais fácil de apreender. Desse modo, o custo do operário se reduz, quase exclusivamente, aos meios de manutenção que lhe são necessários para viver e procriar. Ora, o preço do trabalho, como de toda mercadoria, é igual ao custo de sua produção. Portanto, à medida que aumenta o caráter enfadonho do trabalho, decrescem os salários. Quanto mais se desenvolvem o maquinismo e a divisão do trabalho, mais aumenta a quantidade de trabalho, quer pelo prolongamento das horas, quer pelo aumento do trabalho exigido em um tempo determinado, pela aceleração do movimento das máquinas etc. A indústria moderna transformou a pequena oficina do antigo mestre da corporação patriarcal na grande fábrica do industrial capitalista. Massas de operários, amontoadas na fábrica, são organizadas militarmente. Como soldados da indústria, estão sob a vigilância de uma hierarquia completa de oficiais e suboficiais. Não são somente escravos da classe burguesa, do Estado burguês, mas também diariamente, a cada hora, escravos da máquina, do contramestre e, sobretudo, do dono da fábrica. Esse despotismo é tanto mais mesquinho, odioso e exasperador quanto maior é a franqueza com que proclama ter no lucro seu objetivo exclusivo.”

Esta ainda é a realidade que encontramos nas fábricas. Lembro-me de uma aula em que um professor de sociologia da faculdade declarou que antigamente as empresas não se importavam se o operário desenvolvia problemas de saúde relacionados ao trabalho (tendinite, problemas de coluna, articulação, etc). Bom, de fato antigamente as coisas eram muito piores, mas não creio que pode-se afirmar que não ocorre mais o descaso. Ainda existem pessoas com visão atrasada em relação ao trabalho e à maneira através da qual vendemos nossa força de trabalho. Conheço inúmeros “companheiros” (como os próprios sindicalistas adoram falar) que desenvolveram sérios problemas de coluna devido às condições de trabalho durante os últimos 10 ou 20 anos. É como um colega da faculdade (e de empresa também) declarou: disse que odiava a forma como nós trabalhadores destruíamos nossos corpos trabalhando, realizando esforços repetitivos e prejudiciais, dormindo apenas 4 horas e meia por dia.

Não, não sou mais uma comunista alienada. Aliás, nem sou uma comunista. Considero o comunismo como uma boa idéia, e com uma boa intenção por trás da sua criação, mas acho que já tivemos exemplos suficientes de que esse sistema (infelizmente) não funciona (vide URSS, Cuba, etc).

Enquanto vamos seguindo vendendo nossa força de trabalho, lembrando Chaplin em seu Tempos Modernos (clique para ver).

(Imagem: 1933, Tarsila do Amaral, Operários)

Silêncio

“O silêncio é o amigo que nunca trai”

Confúcio

 

Quando é que vamos’ aprender, hein?

Amigos

“Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos, nem percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis o que permite que o objecto dela se divida em outros afectos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme.
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Ate mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto a minha vida depende de suas existências…
A alguns deles não procuro, basta-me saber que existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas porque não os procuro com assiduidade, não posso dizer-lhes o quanto gosto deles.
Muitos não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não o declare, nem os procure.
E, às vezes, se os procuro, noto que não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque fazem parte do mundo que, tremulamente, fui construindo e tornaram-se alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, ficarei torto para um lado.
Se todos morressem, desabaria!
Por isso é que, sem que eles saibam, rezo pela vida deles e me envergonho porque sei que essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. E talvez fruto do meu egoísmo…
Por vezes mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer….
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca saibam que são meus amigos!
A GENTE NAO FAZ AMIGOS, RECONHECE-OS.”
Vinícius de Moraes
Não é necessário mais nada.
(Imagem: 1881: Pierre Auguste Renoir, Le déjeuner des canotiers. Fonte: Wikipédia)

Nota de falecimento

Eu estava na Ilha do Cardoso, quase sozinho, o penúltimo de uma fila numa trilha no mato que vai para o Poço das Antas, quando uma borboleta cortou o meu caminho.

Ela era azul – e gigantesca. Suas asas brilhavam com uma cor irreal, mais azuis que o céu ou que qualquer cor posta em telas ou filmes.

Voou ao meu redor e, breve, voltou a entrar na mata.

E eu, instantaneamente, me lembrei de quando eu era capaz de amar…

Prof. Dr. Sandro Silva e Costa (†21/10/2010), 31/12/2007

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Hoje o dia amanheceu frio e triste. Parecia até que ele sabia que o mundo tinha perdido um gênio. E agora é como se a Terra lamentasse sua perda, é como se o tempo se recusasse a passar, as estrelas se recusassem a se mostrarem e a neblina lá fora quisesse esconder o mundo, este com vergonha do que causou.

Quando alguém que serve de modelo para outras pessoas, que é visto como um gênio, uma pessoa amável, que alcançou os objetivos que muita gente persegue desiste de viver percebe-se que há algo errado com o mundo.

Não o conhecia, mas não consigo parar de evitar de pensar nele. Um homem que dominava a física, bioquímica e astronomia, e também as palavras. Escrevia como ninguém, expressava seus sentimentos de forma única. E este homem nos fez questionar até que ponto os sacrifícios que fazemos valem à pena. Até que ponto vale à pena se matar de estudar, de trabalhar? Estudamos muito para que um dia tenhamos um bom emprego que nos dê dinheiro o suficiente para ostentar para outras pessoas riqueza e conforto.

Mas e o amor? As pessoas se atacam cada vez mais, competem para mostrar quem é o melhor, quem publica mais descobertas científicas, quem é promovido, quem compra o carro do ano, quem ganha o melhor salário, quem se veste melhor. Parece trabalhamos somente para ganhar o pão, e não para podermos viver bem. E viver bem não significa somente ter dinheiro. Todos sabemos que há ricos muito infelizes.

E ele acabou com toda sua dor, deu um passo a frente no abismo, flutuou no ar por alguns instantes, chocando a todos e fazendo as pessoas refletirem. Agora repousa em paz, em seu sono absoluto. De si só sobrou o silêncio, e as marcas deixadas por uma mente genial, uma personalidade encantadora…

O suicídio não é querer morrer, é querer desaparecer” Georges Perros

Eleições 2010- Perfeição

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação…

Já decidiu em quem vai votar? Bom, nem eu. Após assistir ao debate da presidência realizado pela Folha e RedeTV tive a impressão de que nenhum dos quatro candidatos está realmente pronto para assumir o cargo. Votar em quem? Dilma é a sombra de Lula, e lidera as pesquisas somente porque o presidente apóia severamente sua campanha. É como se dissessem “Dilma é Lula de novo com a força do povo” [Bah!]. Não, não tenho nada contra o presidente, acho até que seus mandatos foram melhores inclusive que os de uns certos tucanos por aí [lado proletário anti-burgues presente rs].  Serra só fala de genéricos/saúde, como disse o Plínio, parece até hipocondríaco. Não que não seja importante, muito pelo contrário, todos sabemos que saúde e educação têm que ser prioridade. Por falar em educação e no Plínio, será que algum dos quatro tem coragem pra investir 10% do PIB em educação?  Assim, na lata mesmo. Será que alguém tem coragem de tornar o ensino político obrigatório nas escolas públicas e particulares do país para que as gerações futuras não sejam constituídas por analfabetos políticos? Não, claro que não, pão e circo é mais interessante para todos eles.

De certa forma eu simpatizei com o Plínio, mas não há como negar que ele tem umas idéias meio absurdas. Salário mínimo de 2500 reais? E o saco de arroz vai custar quanto, 100? [Se bem que a resposta que ele deu para a pergunta da Dilma sobre a Petrobrás foi ótima!].

Enfim, deixo aqui um vídeo que tem muito a ver com as eleições.

Transgênicos não!

Para a realização de um trabalho escrito sobre a controvérsia dos transgênicos para a faculdade comprei o livro Transgênicos: Sementes da discórdia de José Eli da Veiga (que organizou textos de professores e pesquisadores de agronomia e economia da Universidade de São Paulo e da Universidade de Campinas). O livro apresenta opiniões de pesquisadores favoráveis à implantação dos alimentos geneticamente modificados na agricultura (que nada me convenceram, aliás) e de pesquisadores contra o uso destes alimentos.

A discussão que envolve a adoção de organismos geneticamente modificados na agricultura é repleta de controvérsias que são derivadas das incertezas que esta nova tecnologia proporciona. Por mais avançada que a tecnologia genética se apresente, é difícil determinar, por exemplo, uma única função de um único gene sem que isso acarrete efeitos indesejados ou inesperados.

Os organismos geneticamente modificados oferecem uma série de riscos e incertezas sobre sua viabilidade e segurança. Antes de tudo, temos o problema das patentes. Empresas como a Monsanto detêm tecnologias de produção de sementes transgênicas, o que obviamente gera royalties para a companhia para todas as pessoas que compram e utilizam suas sementes. O curioso é que nem os agricultores que plantam sementes convencionais escapam disso. Há diversos casos registrados no Brasil de agricultores que tiveram suas plantações contaminadas por transgênicos (sim, esses tipos de organismos podem “contaminar” organismos nativos através do pólen, por exemplo) e tiveram que pagar direitos à Monsanto. Além disso, já foram registrados mais de 200 casos de contaminação por transgênicos no mundo inteiro. [1]

Até o momento, empresas como a Monsanto têm se beneficiado da contaminação de lavouras e contrabando de sementes. Por que? Vamos pegar o exemplo do Brasil. Aqui, a maior parte do cultivo de transgênicos é representada pela soja e o algodão, ambas entraram ilegalmente no país e foram legalizadas posteriormente (alguma coisa como “a merda já ta feita e não dá pra reverter, então vamos legalizar”).

Estas empresas vendem a sua tecnologia ao mundo como a grande revolução científica dos alimentos. Anunciam ter encontrado a solução para o problema da fome mundial. Mas será mesmo esse o problema? Não! O problema da fome no mundo é uma questão de distribuição de renda, um problema social e não uma questão de produção de alimentos. Ou eles realmente esperam que nós acreditemos que os paises pobres vão poder comprar suas sementes modificadas- que, diga-se de passagem são mais caras que as convencionais? O que se pode esperar de uma empresa que cria um tipo de semente que tem sua segunda geração estéril? E ainda lhe dá o nome de terminator? Ou seja, cria a dependência dos agricultores de comprar suas sementes a cada duas safras.

Propaganda da Monsanto exibida no Brasil em meados de 2004

Leia mais sobre a propaganda e os transgênicos aqui: http://biotech.indymedia.org/or/2004/01/2236.shtml

O Brasil criou uma comissão de avaliação de segurança de organismos geneticamente modificados, a CNTBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), que é encarregado de acessorar o governo federal nas questões de biossegurança e liberar (ou não) os transgênicos para experiências ou uso comercial. Em maio de 2007 havia a pauta da liberação comercial de uma variedade transgênica de milho da empresa Bayer, o Liberty Link. Em 1999 alguns membros da CNTBio se posicinaram sobre o pedido da Bayer. O doutor Manoel Xavier dos Santos, da Emprapa Milho e Sorgo contestou as informações apresentadas pela empresa. Ele alegou estranhar o fato de que o milho tenha sido avaliado em diversos locais e países de clima temperado, enquanto no Brasil sua avaliação ficou restrita a poucos ambientes/anos. O resultado final da avaliação e liberação  demonstra a fragilidade e falta de critérios da comissão. Um geneticista declarou em seu voto a favor que “muito embora não relacionado à biossegurança, as avaliações de campo mostraram a perfeita equivalência do milho Liberty Link em comparação com o não-transgênico”. [2]

Posso ainda citar diversos efeitos negativos que os transgênicos apresentaram, dentre eles:

-Grau de contaminação atingiu 9% no Paraná (estado que adotou a política de proibição aos transgênicos) [3]

-Alteração e interações com microorganismos do solo

-Sucetibilidade a patógenos

-Alteração de características reprodutivas das plantas

-Rachadura do caule e menor produtividade da soja transgênica

-Variação nos níveis de expressão da proteína transgênica ao longo do ciclo da cultura

-Impactos negativos sobre insetos não-alvo [4]

Para saber mais sobre os transgênicos e a Monsanto veja o documentário no Youtube:  Monsanto: A ameaça dos Transgênicos

Fontes:

[1] Veja www.gmcontaminationregister.org

[2] Transgênicos: Sementes da discórdia, pág. 106

[3] Ministério Público do Paraná, inquérito civil público n.01/2007, cujo objeto é a “investigação de irregularidades no comércio e distribuição de sementes de soja no estado do Paraná”

[4] Idem 2, pág. 93

Rock Show

Como eu havia comentado, neste domingo foi realizado o espetáculo Rock Show no Via Funchal. Eu não sabia, mas esta apresentação era a estréia e o grupo irá se apresentar nos dias 26, 27, 28 2 29 de agosto no Clube A Hebraica em São Paulo.

Adorei o espetáculo que, como eu havia dito, narra trajetória do rock, começando por Beatles -é claro- e seguindo pelos anos 70, 80, 90 e 2000 através da interpretação de músicas de Led Zeppelin, Aerosmith, Metallica, Bon Jovi, Nirvana, U2, Pink Floyd, Red Hot Chilli Peppers, Queen entre outros. O musical conta com ótimas performances (só tenho elogios para os atores-cantores). A minha única crítica,  porque eu gostei muito rs, é que achei o musical curto demais, com duração de cerca de (apenas) uma hora e meia . Eu teria acrescentado muito mais músicas das mesmas bandas ou inserido outras bandas, como Iron Maiden, System of a Down etc.

Bom… Sono tomando conta, hora de criança ir pra cama… =)

À moda antiga

Eu tenho uma paixão por coisas antigas. Fato! Moedas, selos, canetas-tinteiro, máquinas de escrever, o hábito de escrever cartas, leques ou quaisquer objetos que tenham mais do que 5o anos por exemplo rs.

A bola da vez agora é a mania por cartas. Encontrei fuçando por aí um blog onde as pessoas deixam seus e-mails para contato com a finalidade de trocarem cartas. O blog se chama Trocando Cartas e tem cerca de 160 perfis cadastrados.

Para corresponder-se com alguém que você achar interessante, basta mandar um e-mail para a pessoa para que possam trocar endereços.

Além de tudo, as pessoas que costumam trocar cartas têm ainda suas manias. Por exemplo, alguns enviam DECOS e FB’s uns para os outros. O que significam essas palavras? (Eu também não sabia rs). Um FB, ou Friendship Book é uma espécie de caderno que as pessoas enviam umas as outras (geralmente para amigos) e onde cada um assina e deixa seu endereço para contato. Quando o FB estiver completo, a última pessoa que o recebeu deve enviá-lo de volta ao dono. O DECO é uma versão diferente do FB. Cada pessoa que o recebe personaliza uma página na qual escreve seu endereço, se quer receber/enviar cartas para novas pessoas, etc. Em geral, as pessoas enfeitam suas respectivas páginas do DECO da maneira que quiserem, com desenhos, figuras, colagens etc, mas é possível que o dono especifique a decoração- como por exemplo só com flores, ou só com animais.

Outro item interessante (e um desejo meu, um dia terei um rs) é o chamado sinete, que é aquele “carimbo” utilizado para selar cartas com cera. Em geral, os sinetes eram gravados com o brasão da família, ou então com as iniciais do remetente.

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"Coração de Estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração, juventude e fé."

Milton Nascimento- Coração de Estudante

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