
“All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?”
Ontem meu namorado e eu fomos à Avenida Paulista ver as luzes de Natal- uma das poucas coisas que eu gosto dessa época do ano, além de panetone e férias.
Os enfeites estavam mais ou menos como ano passado, embora eu tenha a ligeira impressão de que ano passado a Paulista estava mais bonita- mesmo a propaganda da Prefeitura de São Paulo dizendo que antes não existia “Natal iluminado” na cidade, pura mentira.
Ao caminhar pela avenida avistamos dois rapazes sentados em um canteiro tocando violão e cantando uma música que eu adoro, mas que não sabia o nome. Depois de uma pesquisa na internet descobri que era Eleanor Rigby, dos Beatles. E de repente tudo fez sentido. Na hora não tinha pensado nisso, mas a música combinava perfeitamente com aquele momento: um monte de pessoas desconhecidas andando a noite pela avenida mais famosa de São Paulo, algumas com a família, outras com amigos ou até mesmo sozinhas.
Às vezes fico prestando atenção nas pessoas nas ruas. Fico imaginando de onde elas vêm e para onde elas vão, porque estão com tanta pressa ou porque estão tão tranquilas. Minha curiosidade é ainda maior se estou na rua à tarde. Fico me perguntando o que aquelas pessoas estão fazendo ali, andando, ou no ônibus. Elas não deveriam estar trabalhando? Pode parecer idiotice mas me pergunto isso com frequência, ainda mais porque -exceto quando estou de férias ou de folga do trabalho- fico presa na fábrica das 6h às 15h, só estando “livre” para fazer alguma coisa a partir das 16h.
E aquelas pessoas? O que elas fazem? Porque muitas estão sozinhas? Será que alguém sabe da existência delas? Será que alguém as nota no meio da multidão?
(Imagem: Retirada daqui: http://radames.manosso.nom.br/ambiental/urbano/a-vida-em-um-circulo-com-1km-de-diametro/)
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